O que é o agiota?

O Agiota é o responsável por emprestar dinheiro. Esta categoria de financiadores não pertence a nenhuma empresa regulamentada e, além disso, cobra juros elevados, o que é ilegal. Qualquer indivíduo pode ser agiota, bastando ao interessado possuir recursos financeiros a fim de efetuar empréstimos, o que torna a ação mais fácil pois é isenta de regulamentação. As pessoas que estão desesperadas, abaladas psicologicamente, desempregadas, com dívidas tendo o seu nome em SPC (Serviço de Proteção ao crédito), ou quando não conseguem empréstimos nos bancos e financeiras acabam por recorrer à agiotagem.

Por que é difícil a polícia localizar agiotas?

O agiota tem como hábito fazer um contrato verbal. Este ato muitas vezes ocorre por via de celulares, os quais são fornecidos em meio à internet ou jornais. A ação muitas vezes prejudica a resposta da polícia, já que a mesma não consegue provas suficientes, e quem acaba sendo prejudicado é a pessoa que registrou a ocorrência. É importante que o leitor saiba que os agiotas não são fiscalizados e criam suas próprias regras com favorecimento a si próprio. Os juros cobrados são exorbitantes e variam de 15% a 35% ao mês, o que pode resultar em até 450% ao ano, assim, movimentam mais de R$ 10 bilhões por ano, em empréstimos ilegais feitos sem contrato.

Informações sobre a taxas de juros

Segundo a Legislação brasileira, a Lei da Usura (Decreto nº 22.626⁄33) em seu artigo 1º, proíbe expressamente a estipulação de juros superiores ao dobro da taxa legal. Ao tempo do Código Civil de 1916, essa taxa legal era aquela prevista no artigo 1.062 daquele diploma, de 0,5% ao mês. Conclui-se, assim, que eram tidos por usurários e, portanto, contrários à lei, os juros estipulados acima a 1% ao mês (12% ao ano). O agiota pode pegar de 10 à 30 anos de cadeia, dependendo do grau de extorsão.

Muitos indivíduos terminam por pensar que os bancos também exploram e cometem crimes com o cidadão com taxas de 23% a 170% de juros ao ano, mas segundo Nelson Miyahara, presidente da OAB, a Lei de Usura não se aplica aos bancos, mas afirma que isso poderá mudar.

Uma noticia chamou atenção em Março de 2012, quando foi descoberta uma quadrilha de agiotas no Rio de Janeiro, que chegava a cobrar juros de 300% sobre o dinheiro emprestado de suas vítimas. Outro caso descoberto no final de 2003, em Brasília, foi um dos maiores esquemas de agiotagem do País. Era uma empresa de fachada, que cobrava altos juros e, adicionalmente, vendia consórcios e não entregava o produto. Cerca de 6 mil pessoas foram afetadas. Um absurdo lamentável que ocorre com frequência em todo Brasil.

Agiotas: uma grande armadilha

Não é recomendado fazer empréstimos com agiotas por mais necessitado que esteja, não se deve pedir dinheiro e nem fornecer seus dados pessoais por telefone ou internet. Não dê seus bens matérias como garantia, nunca assine cheques, notas de promissórias e duplicatas em branco. Pode parecer a solução de seus problemas, mas na verdade pedir dinheiro à agiotas é uma grande armadilha. Você pode entrar em um mundo de desespero e pavor. Esse tipo de empréstimo é extremamente perigoso. Os agiotas não medem esforços para cobrar uma dívida, são violentos, fazem ameaças e em muitas casos, acabam tirando a vida de seus credores. Procure empresas de confiança que podem ser encontradas inclusive neste site. Certamente as mesmas irão requerer o mínimo possível de garantia e cobrarão uma taxa de juro acessível, já que, via internet, isto torna-se possível.